domingo, 23 de maio de 2010

CAOS SOCIAL

Olá leitores!

Sim, dessa vez demorei muito para postar novidades, mas foi por uma boa causa. Duas, na verdade. A primeira causa foi porque eu estava estudando para provas e cheia de trabalhos (ainda estou cheia de trabalhos!), e não tive tempo de ver filmes e/ou entrar na internet. A segunda causa foi porque eu não tinha nada de interessante para falar, e não quis entrar aqui e postar assuntos nada a ver para vocês. Respeito muito meus leitores, mesmo que sejam poucos. Mas, como sempre digo, melhor poucos e selecionados do que muitos que não trazem nenhum comentário legal.

O post dessa semana vai ser curto e grosso (ui!), porque na verdade vou falar de um filme que é ligeiramente antigo, e que talvez algumas pessoas aqui já o tenham visto. Resolvi "tirar do baú" o filme pois gravei ele para mim, e resolvi re-assistir. Para tornar esse post mais divertido, vou fazer um joguinho de adivinhar o nome do filme! Ai vão as dicas: é um filme alemão de 2004, que trata de política, de jovens revolucionários e de ideais de igualdade para todos (meio comunista, mas o filme em si é muito interessante). Alguém já sabe a resposta? Garanto que a maioria não deve nem fazer ideia do que eu estou falando... Ainda mais que o filme é mais alternativo e cult. Enfim, vou botar uma dica ai em baixo.


E ai, já sabem o filme ou não fazem nem ideia do que eu estou falando? Se a sua opção é a segunda, tudo bem, sem problemas, eu explico tudo em detalhes, queridos leitores. Mas, para quem acertou, fico muito feliz! Considere-se um entendedor de filmes, e imagine-se recebendo um abraço de "companheiro cinéfilo" meu, hehehe! Enfim, continuando... Esse filme se chama "The Edukators" ("Os Educadores", em um bom brazuca), e a história dele é basicamente assim: a moça loirinha e o carinha vestido de preto (ai na fotenha de cima) são namorados, e eles moram junto com o moçoilo de verde. Eles são jovens revolucionários, e que nas horas vagas, saem para realizar "o bem maior" na sociedade. Nada violento nem nada doentio. Nem comecem a ligar os pontos e tentar imaginar um "Laranja Mecânica" look-alike, porque esse filme é, na realidade, o oposto. Tudo que os três mosqueteiros ai fazem é "assustar" os ricos, entrando nas casas deles e mudando os móveis de lugar. Nada mais do que isso. Só que, como sempre na vida, as coisas acabam mudando.

Um dia, quando eles estão desarrumando uma casa, o dono dela aparece e pega eles no ato. Desesperados e agindo basicamente por impulso, eles resolvem sequestrar o sujeito. Dai se passam alguns dias, algumas coisas mudam no grupo, eles brigam, se amam, aquelas coisas básicas de sempre. E no final, depois de manter o tiozinho junto com eles por um tempinho, eles resolvem devolver o cara para a família dele. Sem ter feito nenhuma maldade, e somente tendo em mãos as ideias e o movimento de igualdade. E além de o filme ser muito legal, o final é muito inteligente e muito interessante! Daqueles que tu fica pensando "uau", sabe? Para quem não passou no meu teste lá em cima e nem chegou a ver o filme, eu recomendo!!


Mas, indo ao ponto que interessa... O que mais me chamou a atenção nesse filme não foi a história em si, mas os personagens. Gosto do fato de eles serem persistentes no que acreditam, e gostei muito da ideia que eles têm de realizar um ato de bem maior que, se concretizado, irá mudar a história da humanidade. Eu gosto de filmes/livros no qual os personagens traçam um ponto e fazem de tudo para alcançar os seus objetivos.

Hoje em dia, as pessoas andam muito vazias, sem sonhos, e acreditando pouco no seu potencial. Ninguém pensa mais em revolucionar a história, mudar o rumo da humanidade, ou simplesmente em fazer algo que poderá ajudar outras pessoas. A maioria vive olhando para o seu próprio umbigo e abstraindo o que existe a sua volta. Por isso, é raro hoje em dia ter uma novidade estrondosa, como a descoberta da luz ou a invenção o telefone. Ok, sei que o ser humano já avançou muito, e que talvez as coisas andem meio paradas porque já atingimos um ápice evolutivo. Mas, na minha opinião, isso também ocorre por uma culpa nossa, por uma desmotivação global.

Acho que todo esse vazio existencial vem crescendo mais e mais, a medida que o ser humano inventa mais tecnologia e se distancia cada vez mais do contato e do convívio real. Sei que parece clichê, mas se olharmos alguns anos atrás, a humanidade não estava tão individualista como hoje em dia. E olha que eu não estou falando de 1800, e sim de uns 70 anos atrás. Pelo menos, é o relato que eu tenho dos meus avós, dos meus pais, e das gerações mais antigas. E esse filme não trata diretamente desse tópico, mas fica nas entrelinhas todos esses problemas advindos do século XX.

Sinceramente, eu não gostaria de estar perdendo a fé na humanidade. Mas cada vez que eu me envolvo mais com as pessoas, cada vez que eu estudo mais sobre doenças mentais e o psicológico da atualidade, eu me deparo com um caos. Essa é a palavra que descreve bem o que eu sinto pela humanidade de hoje. Eu sinto um desespero geral, um vazio imenso, e uma perda de rumo com impactos colossais. Eu estou tentando queridos leitores, tentando com toda minha vontade, fazer a diferença nesse mundo. Mas, cada vez que eu tento, eu levo mais porrada. Ora da sociedade, ora das pessoas que eu convivo. O que eu tento fazer é me manter na linha. Só que é difícil, ô se é.

Mas, como diriam os educadores lá de cima, "jedes herz ist eine revolutionäre zelle" (traduzindo, "todo coração é uma célula revolucionária"). Então, vamos à batalha!

domingo, 9 de maio de 2010

POR UM MUNDO MAIS REALISTA

Olá leitores.

Como prometido, voltei aqui para falar com vocês sobre filmes. Sim, eu sei que demorei para postar. Mas o fato é que eu não tinha visto nada de interessante nesses últimos dias, e como sou dedicada no que faço, resolvi só voltar aqui quando tivesse algo realmente bom para nós discutirmos. Pois então, cá estou eu com um assunto novo em folha!

Quinta fui no cinema com meu amigo Eduardo para ver o novo filme do Woody Allen, com o título "Tudo Pode Dar Certo". Sei que a maioria de vocês deve estar pensando: "Ah, um filme do Woody Allen, deve ter sido legal!". Para os que pensaram assim, tenho uma notícia chocante para dar: o filme não era bom. Não quero que vocês pensem, queridos leitores, que eu sou exigente com os filmes que vejo e que sou daquelas pessoas chatinhas pra gosto. Pelo contrário, quem já conversou de filmes comigo sabe que eu sou eclética e gosto de filmes de todos os tipos, de todas as temáticas, oriundo de todos os quatro cantos do mundo. Vocês devem estar pensando o porque de eu não ter gostado do filme do Woody. Pois bem, vou tentar explicar, em algumas palavras, o porque de eu ter desgostado do dito cujo.


Bem, não posso deixar de começar a crítica falando que, para quem viu os últimos filmes dele (tais como "Vicky Cristina Barcelona", "Match Point" e "Melinda e Melinda") esse filme ficou no chinelo. Porque? Bem, por vários motivos. Mas um deles é o simples fato de o Woody ter acabado o filme com um desfecho positivo, de um modo que todos os personagens conseguiram o que queriam e ficaram felizes com suas vidas. Quem conhece o Woody sabe que a marca principal dele é o negativismo e a neurose desenfreada. E sendo sincera, eu me acostumei com esse tipo de filme dele. Ver um filme diferente me fez ficar meio desnorteada. Não pensem, leitores do meu coração, que eu gosto de ver filmes negativos e com finais tristes. Na verdade, o que eu gosto de ver é um filme realista, que explora o verdadeiro lado do ser humano, e que não é feito para ser um blockbuster hollywoodiano com o final "e viveram felizes para sempre". Até porque nós, que somos seres pensantes e inteligentes, temos plena consciência de que na vida as situações não funcionam assim 100% positivas.

O segundo motivo para ter achado o filme ruizinho foi o modo como ele se desenvolveu. Eu sei que os filmes do Woody são alternativos e mega cult, mas isso não significa que eles precisam ser parados e super monótonos. Esse filme era assim. Nada de inovador acontecia, e o filme praticamente girou sempre no mesmo tipo de cena e no mesmo assunto discutido pelos personagens. Ok, não vou mentir que tiveram partes que eu gostei, mas o filme em si era a mesma coisa sempre. As mesmas cenas, os mesmos personagens chatos, e a mesma temática. Para quem viu "Vicky Cristina Barcelona", que foi um filme super legal, que tratou de vários assuntos diferentes e que até foi um filme sensual, esse filme parecia aqueles filmes alternativos de baixa renda, que os atores não sabem atuar muito bem, e que o diretor não tem experiência no ramo.

E falando em personagens, os desse filme deixaram a desejar. Não os atores em si, mas sim os personagens mesmo. Eles eram vazios, não tinham nada de interessante (nada que nos fizesse gostar deles) e pareciam ter saído de um filme trash de comédia. Pra falar a verdade, o personagem mais interessante do filme era o principal. Só que ele era super problemático (quando sai do cinema, dei um laudo pro meu amigo das doenças mentais que vi nele; pra quem entende de psicologia, fiz uma análise multiaxial). Ele era negativo, neurótico, tinha ataques de pânico, TOC, era estúpido e grosso, tinha delírios de grandeza, e para fechar com chave de ouro, era isolado socialmente. Olhem as "qualidades" dele e notem, leitores amados, que esse era o ÚNICO personagem legal do filme. Dai fica difícil né?
Sou bom mesmo, e dai?

Tá, eu não quero parecer chata e negativista (Woody Allen da vida). Mas é que eu fui super feliz ver o filme, achando que seria tão bom e tão legal quanto "Vicky Cristina Barcelona" e me decepcionei muito. Não sei se eu fiquei assim porque inconscientemente comparei os filmes, só sei que eu fiquei chateada de o filme não ter sido tudo que eu imaginei. Não vou dizer que sai do filme como eu entrei e que ele não mudou em nada a minha vida, mas é que tudo ficou mega vago sabe? Algumas sacadas foram boas, como por exemplo, o ator principal (aquela coisa linda ai de cima) falava com a câmera alegando que tinham várias pessoas assistindo a tudo que ele e as outras pessoas faziam. E ele também era um gênio no filme, sabia de tudo, inclusive de coisas de psicologia. Isso foi legal, sabe? Mas o resto é bem aquele tipo de coisa que depois que vemos ficamos pensando: o que isso acrescentou na minha vida?

Sei que devo estar parecendo uma chata reclamona. E me desculpem, caros leitores, se vocês estão me vendo assim. Mas é que eu precisava desabafar a minha frustração com o filme. Eu gosto muito do Woody Allen, sempre considerei os filmes dele obras da sétima arte, filmes bons e que todos deveriam ver (pois nos fazem pensar sobre a vida). E esse ficou muito vago, muito atrás do dom que eu sei (e vocês também sabem) que o titio Woody possui.

Enfim, se quiserem ver o filme e tirarem suas próprias conclusões, me contem depois o que acharam. E se alguém já viu e quiser comentar, vá em frente e o faça. Espero o feedback de vocês!