Olá meus belos e fiéis(?) leitores.
Sim, para aqueles que se perguntam, eu estou realmente de volta. Sei que dessa vez a demora foi imperdoável, mas eu carinhosamente peço a sua compreensão. Afinal, estou na faculdade, e fazendo um curso que além de me exigir intelectualmente, também toma quase que todo meu tempo. Vou ver se agora nas férias aproveito para ver muitos filmes e escrever muito por aqui!
Enfim, vamos falar do que realmente interessa: FILME! Essa semana vi um filme que já foi um pouco rodado na mídia, talvez por ele ter sido lançado ano passado e ter concorrido ao Oscar. Se vocês, assim como eu, se interessam por toda a "baboseira" que vêm no pacote do Oscar (pré-show, cerimônia e festinha dos vencedores), devem ter ao menos ouvido falar do filme que irei comentar por aqui. Todavia, aos leigos de plantão, explicarei em detalhes a história e todo o resto.
O filme que assisti nessa semana foi "Amor Sem Escalas", uma comédia-dramática estrelada pelo tiozão George Clooney. Resumindo a história na velocidade 5, o filme gira em torno de Ryan Bingham (Clooney), um homem de negócios que passa praticamente 330 dias do ano viajando de avião. Ele trabalha em uma empresa que é especializada em despedir pessoas, quando os chefes das mesmas não têm coragem para tal ato ou não querem se incomodar com os seus (ex)empregados. Como vocês já devem ter imaginado, o tiozão não tem vida pessoal e nem tem família. E ele, inclusive, não faz questão de ter (qualquer semelhança com George Clooney é mera coincidência... ou não?). Obviamente, um dia ele conhece uma mulher e começa a gostar dela. Apartir desse ponto, a vida dele passa a tomar um rumo diferente. Durante as suas viagens, que agora são acompanhadas por uma jovem e ingênua empregada da sua empresa, ele passa a encontrar essa mulher "pelo caminho".
Ok, é nessa parte que eu começo a revelar a história. Por isso, já vou avisando: se alguém ainda quiser ver o filme sem saber dos acontecimentos importantes, esse é o momento de parar de ler meu post. Mas, depois de assistir, não esqueçam de voltar e comentar aqui, hehe.
"Olha o avião..."
Então, se você continuou a ler, significa duas coisas: ou já assistiu ao filme ou simplesmente acha que eu escrevo tão bem que nem vai se dar ao trabalho de ver, e vai continuar lendo meu blog (super modesta). Seja qual for o motivo, vamos continuar os trabalhos.
Bem, depois de toda essa mudança positiva na vida do Clooney, e de todos os ganhos que ele estava tendo, é claro que algo tinha que dar errado. Porque, afinal, alguns filmes retratam as coisas como elas realmente são, sem finais à la contos de fada (ou seja, sem "e viveram felizes para sempre"). [Rewind] O coitado do tiozão, então, descobre que a mulher que ele tanto gostava, e por quem ele estava disposto a mudar de vida, na verdade tinha filhos e marido. Como se já não bastasse, ela ainda via o "relacionamento" deles como uma fuga da rotina, como uma maneira de tirar uma folga de toda a monotonia que era a sua vida. E no final, é claro, o Clooney ficou do mesmo jeito que ele estava antes: vivendo em um avião, só que agora com uma visão diferente da vida e com o coração partido.
Leitores, ah meus leitores queridos, vocês sabem o poder que um pé na bunda tem. Ele é capaz de acabar com as nossa felicidade, é capaz de nos fazer ficar insanos atrás de um "substituto", ou pior, é capaz de acabar de vez com a nossa vontade de acreditar que o amor realmente vale a pena. O pé na bunda, assim como outros acontecimentos, é um fato essencial para que o ser humano consiga evoluir através da aprendizagem. Pois, afinal, abrir o coração para alguém signinifca se expor ao perigo de se machucar. Ou seja, o pé na bunda nos faz pensar muito bem antes de investir afetivamente em uma nova pessoa.
Sabe, eu ando um pouco descrente com o amor. Talvez por isso, esse filme tenha vindo a calhar nesse momento específico da minha vida. Depois de ver ele, comecei a pensar sobre os relacionamentos. Eu tenho orgulho de muitos feitos que a minha geração proporcionou (ok, sei que nem se comparam com gerações anteriores, mas também fizemos algumas coisas úteis). Mas, se tem algo que eu acho ridículo, é os relacionamentos dos dias de hoje. Fúteis, frívolos e inconstantes.
Existe um escritor, mas especificamente Zygmunt Bauman, que determina os relacionamentos de hoje como "amores líquidos". Esse seria um amor mais frágil e frouxo, pois sendo líquido, é mais propício a se esvair e ter um fim menos significativo. Ele diz que os amores anteriores eram mais fortes e mais resistentes, e por isso se tornavam verdadeiros e duradouros. Em seu livro, ele relata muito bem como a mente das pessoas funciona no século XXI.
Hoje em dia, estamos cercados pela informação. Todos os dias, vemos anúncios de novos aparelhos de celular, de novos carros, de novas tecnologias. Tudo muda em uma velocidade assustadoramente rápida. E infelizmente, o que fica gravado na nossa mente é exatamente esse sentimento de que tudo pode ser trocado em um piscar de olhos. Desse modo, como bons "copiadores" que somos, o que nos resta é usar essa informação em todos os campos da nossa vida. Na nossa família, nas nossas amizades, nos nossos amores. Trocamos a tudo e a todos, sem dó nem piedade.
É realmente uma pena que após séculos de evolução intelectual, o ser humano ainda continue uma besta moralmente. Tenho certeza que se as duas evoluções tivessem andado juntas, o mundo seria hoje um lugar maravilhoso para se viver.
Enfim, como diriam os franceses, c'est la vie.