quinta-feira, 8 de abril de 2010

VERONIKA (RE)DECIDE VIVER

Ontem aluguei dois filmes que estava há horas louca para ver. Na verdade, queria ter pegado no mínimo uns cinco, mas todos os outros três já haviam sido locados. Como a lista de filmes para alugar estava escassa, peguei esses dois e decidi alugar o resto outra semana.

Resolvi assistir esses filmes por motivos diferentes. Um, queria ver pelo conteúdo da história. O outro, porque ganhou vários prêmios no Oscar (além de eu estar curiosa com a qualidade da filmagem). Seguindo meus instintos (ou como diria Haley Joel Osment, meu sexto sentido), aluguei os benditos DVDs.

Por enquanto, vi apenas um deles.


O primeiro, "Veronika Decide Morrer", foi o que eu decidi (olha o trocadilho!) ver antes. Comecei por ele porque gostei da sinopse. Desde que estava em cartaz, o filme havia chamado a minha atenção. Talvez por ser um filme de drama, daqueles que dá vontade de ver porque nos conectamos com a personagem e suas teorias de vida. Talvez por ser uma adaptação do Paulo Coelho, escritor que eu considero ter uma visão realista e profunda da vida humana. Seja como for, foi ele que me chamou mais a atenção.


O filme, em si, é meio parado. O início dele foi interessante, mostrou algumas cenas detalhadas da Veronika (Sarah Michelle Gellar) se matando, além de nos dar uma idéia de como ela se vê no mundo e vê o mundo. Mas o desenrolar do filme, que é longo e meio devagar, acaba deixando a desejar. O mais engraçado é que, uns 10 minutos antes de terminar, o filme volta a ter ação. Nada muito impressionante.


A história, por outro lado, é bem bonita. E pra quem é sensível e consegue tirar lições de vida a partir de eventos fictícios, ele vale a pena ser visto. Eu sou uma dessas pessoas. Porém, caro leitor, eis o meu pequeno grande problema. Problema esse que me acompanha já faz muito tempo. Ouça-o (ou leia-o) e me ajude a entender minha cabeçinha complicada.


Mesmo tirando lições maravilhosas de filmes e livros; mesmo vendo, e de certa maneira vivenciando, vidas miseráveis e sofridas (que me fazem agradecer pela minha própria); mesmo com todos os insights que tenho; mesmo depois de todas essas aparentes mudanças, eu ainda não consigo mudar meu jeito de viver a vida. Eu tento leitor, eu tento do fundo da minha alma inquieta, mas não consigo. É como se, no final, eu soubesse que aquilo tudo não faz parte de mim.


Será essa “não mudança” uma relutância inconsciente? Será que no fundo do meu coraçãozinho, lá bem profundamente enterrado nas minhas entranhas, estou feliz do jeito que eu vivo e não penso em mudar para, digamos, melhor? Será que eu estou tão agarrada a esses padrões de vida, tão imersa em meus próprios desejos e devaneios, que fico cega aos “chamados” de mudança? Serei eu, querido leitor, uma pessoa como todas as outras? Que até pensa em mudar, mas não se dá ao luxo de tentar?


Se eu sou tudo isso, ainda não tive o prazer (ou quem sabe, desprazer) de descobrir. Como algum sábio disse algum dia: “sei que nada sei”.

"For you, I won't"

Nenhum comentário: