Olá leitores!
Sim, dessa vez demorei muito para postar novidades, mas foi por uma boa causa. Duas, na verdade. A primeira causa foi porque eu estava estudando para provas e cheia de trabalhos (ainda estou cheia de trabalhos!), e não tive tempo de ver filmes e/ou entrar na internet. A segunda causa foi porque eu não tinha nada de interessante para falar, e não quis entrar aqui e postar assuntos nada a ver para vocês. Respeito muito meus leitores, mesmo que sejam poucos. Mas, como sempre digo, melhor poucos e selecionados do que muitos que não trazem nenhum comentário legal.
O post dessa semana vai ser curto e grosso (ui!), porque na verdade vou falar de um filme que é ligeiramente antigo, e que talvez algumas pessoas aqui já o tenham visto. Resolvi "tirar do baú" o filme pois gravei ele para mim, e resolvi re-assistir. Para tornar esse post mais divertido, vou fazer um joguinho de adivinhar o nome do filme! Ai vão as dicas: é um filme alemão de 2004, que trata de política, de jovens revolucionários e de ideais de igualdade para todos (meio comunista, mas o filme em si é muito interessante). Alguém já sabe a resposta? Garanto que a maioria não deve nem fazer ideia do que eu estou falando... Ainda mais que o filme é mais alternativo e cult. Enfim, vou botar uma dica ai em baixo.
E ai, já sabem o filme ou não fazem nem ideia do que eu estou falando? Se a sua opção é a segunda, tudo bem, sem problemas, eu explico tudo em detalhes, queridos leitores. Mas, para quem acertou, fico muito feliz! Considere-se um entendedor de filmes, e imagine-se recebendo um abraço de "companheiro cinéfilo" meu, hehehe! Enfim, continuando... Esse filme se chama "The Edukators" ("Os Educadores", em um bom brazuca), e a história dele é basicamente assim: a moça loirinha e o carinha vestido de preto (ai na fotenha de cima) são namorados, e eles moram junto com o moçoilo de verde. Eles são jovens revolucionários, e que nas horas vagas, saem para realizar "o bem maior" na sociedade. Nada violento nem nada doentio. Nem comecem a ligar os pontos e tentar imaginar um "Laranja Mecânica" look-alike, porque esse filme é, na realidade, o oposto. Tudo que os três mosqueteiros ai fazem é "assustar" os ricos, entrando nas casas deles e mudando os móveis de lugar. Nada mais do que isso. Só que, como sempre na vida, as coisas acabam mudando.
Um dia, quando eles estão desarrumando uma casa, o dono dela aparece e pega eles no ato. Desesperados e agindo basicamente por impulso, eles resolvem sequestrar o sujeito. Dai se passam alguns dias, algumas coisas mudam no grupo, eles brigam, se amam, aquelas coisas básicas de sempre. E no final, depois de manter o tiozinho junto com eles por um tempinho, eles resolvem devolver o cara para a família dele. Sem ter feito nenhuma maldade, e somente tendo em mãos as ideias e o movimento de igualdade. E além de o filme ser muito legal, o final é muito inteligente e muito interessante! Daqueles que tu fica pensando "uau", sabe? Para quem não passou no meu teste lá em cima e nem chegou a ver o filme, eu recomendo!!
Mas, indo ao ponto que interessa... O que mais me chamou a atenção nesse filme não foi a história em si, mas os personagens. Gosto do fato de eles serem persistentes no que acreditam, e gostei muito da ideia que eles têm de realizar um ato de bem maior que, se concretizado, irá mudar a história da humanidade. Eu gosto de filmes/livros no qual os personagens traçam um ponto e fazem de tudo para alcançar os seus objetivos.
Hoje em dia, as pessoas andam muito vazias, sem sonhos, e acreditando pouco no seu potencial. Ninguém pensa mais em revolucionar a história, mudar o rumo da humanidade, ou simplesmente em fazer algo que poderá ajudar outras pessoas. A maioria vive olhando para o seu próprio umbigo e abstraindo o que existe a sua volta. Por isso, é raro hoje em dia ter uma novidade estrondosa, como a descoberta da luz ou a invenção o telefone. Ok, sei que o ser humano já avançou muito, e que talvez as coisas andem meio paradas porque já atingimos um ápice evolutivo. Mas, na minha opinião, isso também ocorre por uma culpa nossa, por uma desmotivação global.
Acho que todo esse vazio existencial vem crescendo mais e mais, a medida que o ser humano inventa mais tecnologia e se distancia cada vez mais do contato e do convívio real. Sei que parece clichê, mas se olharmos alguns anos atrás, a humanidade não estava tão individualista como hoje em dia. E olha que eu não estou falando de 1800, e sim de uns 70 anos atrás. Pelo menos, é o relato que eu tenho dos meus avós, dos meus pais, e das gerações mais antigas. E esse filme não trata diretamente desse tópico, mas fica nas entrelinhas todos esses problemas advindos do século XX.
Sinceramente, eu não gostaria de estar perdendo a fé na humanidade. Mas cada vez que eu me envolvo mais com as pessoas, cada vez que eu estudo mais sobre doenças mentais e o psicológico da atualidade, eu me deparo com um caos. Essa é a palavra que descreve bem o que eu sinto pela humanidade de hoje. Eu sinto um desespero geral, um vazio imenso, e uma perda de rumo com impactos colossais. Eu estou tentando queridos leitores, tentando com toda minha vontade, fazer a diferença nesse mundo. Mas, cada vez que eu tento, eu levo mais porrada. Ora da sociedade, ora das pessoas que eu convivo. O que eu tento fazer é me manter na linha. Só que é difícil, ô se é.
Mas, como diriam os educadores lá de cima, "jedes herz ist eine revolutionäre zelle" (traduzindo, "todo coração é uma célula revolucionária"). Então, vamos à batalha!

Um comentário:
Oi, adorei o seu blog e a sua forma de comentar. Parabéns!
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