terça-feira, 24 de agosto de 2010

FILOSOFIAS DE UM SONHO

Olá meus queridos! Sim eu estou viva!

Garanto que com o meu "desaparecimento", muita gente pensou se algo havia acontecido comigo. E eu informo que sim, algo me aconteceu. Mas calma "pessoar", não foi nada grave. Só que eu estou com a minha vida voltada 99% para a faculdade (os outros 1% eu cuido de mim). Além do recomeço das aulas, eu estou trabalhando em um "pseudo-estágio" (estágio que me permite cursar uma cadeira de prática em psicopatologia) e eu ainda estou fazendo 30 créditos nesse semestre (aqueles familiarizados com a vida acadêmica sabem que isso é bastante).

Enfim, mas chega de falar de mim e vamos logo ao propósito desse post: FILME! Como ainda estava mais relax nessas férias, consegui ir umas boas vezes no cinema (e vi alguns filmes em casa também). Outros eu baixei da internet e acabei não vendo, mas ainda vou arrumar um tempo para ficar em dia com os filmes. Tenho uma lista enorme aqui comigo, e pretendo ver todos eles! Por isso, preparem-se pois muitos posts virão...

Continuando, pois se deixar eu me empolgo e fico falando das minhas ideias... O post que criarei na noite de hoje é sobre o tão comentado "A Origem", filme que possui uma das histórias mais "loucas (com sentido)" que eu já vi. Sim, esse filme consegue ser mais doido que o Matrix (que eu AMO), mas assim como ele, possui sentido e não é baseado em viagens sem nexo.

Basicamente, o que mais prende a atenção das pessoas para com o filme não é nem a história em si, mas sim o modo como ela foi conduzida. Começa que o filme trata do subconsciente humano, tema que por si só já é complicado e muito misterioso. E como se já não bastasse, ele fala também sobre sonhos e sobre como eles funcionam na nossa vida (mais um tema bem complicadinho...). Vocês devem estar pensando: "OMG, então esse filme é foda de mais!". Pois eu digo que sim, ele é MUITO foda.

Subconsciente em ruína (alusão ao ID da Psicanálise ou mera coincidência?)

Mais uma vez eu irei repetir: eu não gosto de ser estraga prazeres. Por esse motivo, não irei resumir o filme e muito menos irei dizer a moral da história. O que eu posso comentar com vocês, e notem que eu irei comentar pois essa informação está sendo veiculada nos trailers, é que os personagens principais entram nos sonhos das pessoas para modificar (ou manipular) uma informação. E o grande "que" do filme é que eles resolvem fazer um trabalho quase impossível, que é implantar uma ideia no subconsciente de uma pessoa. Já explico porque é "quase impossível". O que importa agora é vocês saberem que eles trabalham com os sonhos, mexendo no subconsciente e modificando informações.

Pois então, a maioria de vocês sabe que eu estou cursando Psicologia (até porque, aos desatentos de plantão, essa informação consta na minha biografia logo ao lado do post). Ou seja, vocês devem imaginar que eu A-M-O estudar a mente humana, compreender o porque de sermos como somos, e filosofar teoricamente em cima desses dados. Vocês devem ter notado uma semelhança entre o que eu gosto e o assunto que o filme aborda. Enfim, vamos aos fatos e aos questionamentos.

Como vocês devem ter imaginado, meus caros leitores, o entendimento da mente humana não é um tema fácil e muito menos acessível a qualquer um. O que nos difere dos estudos lógicos é exatamente essa falta de padrão; não existem equações numéricas para resolver os questionamentos humanos, e devido a nossa linda complexidade, somos seres únicos em um vasto e enorme universo. Sim, existem teorias psicológicas, teorias essas que dão a base para a condução de um tratamento psíquico. Todavia, elas fazem exatamente isso, conduzem. Desse modo, elas funcionam como placas em uma estrada: elas indicam um caminho a seguir, mas nós é que escolhemos se efetivamente iremos por ele.

Giro eterno.

O que mais me chamou a atenção no filme foi a sua ideia central. Achei fascinante o modo como foi trabalhada a questão dos sonhos, bem como a condução do tema "implantar uma sugestão no subconsciente". No desenrolar da história, eles mencionam que não existe um modo seguro de se implantar uma ideia na mente de uma pessoa, pois no momento em que se sugere a ideia, a única coisa que a pessoa vai conseguir pensar vai ser nesse assunto (e isso irá acometê-la, mais tarde, a desconfiar da informação e a pensar somente na pessoa que a sugeriu). E esse pensamento me remeteu a um questionamento: seria o poder da palavra (sugestão) tão forte a ponto de nos fazer seguir um rumo diferente das nossas crenças pregressas?

Sei que essa pergunta pode ser banal para alguns dos meus leitores, mas se vocês pararem um pouco para pensar na vida de vocês, talvez vejam que não é tudo assim tão simples. Segundo a Psicanálise (e também a algumas outras vertentes da Psicologia), somos fruto das nossas vivências primordiais. O modo como idealizamos o mundo, como ele nos foi mostrado, e as experiências que tivemos, acabam por nos conduzir a um tipo de pensamento e comportamento.

Eu, por experiência própria, acredito fielmente nessa teoria. Acredito que as nossas vivências nos modelam, e que acabamos sendo fruto delas. Mas ao mesmo tempo, ao pensar nessa possibilidade, sinto como se ela funcionasse um pouco como uma "camisa de força". Se pensarmos bem a fundo, então nossas vidas não possuem muito sentido. Vivemos para reproduzir algo que nos foi ensinado, algo que está ali gravado e que não podemos mexer (sem uma análise profunda). Notem, queridos, que eu não estou dizendo que isso está errado ou algo do gênero. Só estou dizendo que eu me sinto presa ao fato de "viver no automático" (reproduzindo crenças interiores minhas).

Mas, enfim, como aqui o negócio não funciona por monólogo, quero saber a opinião de vocês. O que constitui a mente humana, porque somos como somos, e o que vocês acham de subconsciente e sonhos.

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[beeep]

4 comentários:

Fernanda disse...

Caramba...
Fiquei curiosa pra ver o filme!
Depois q ver eu comento aqui!
*.*

anderson disse...

Penso o mesmo que você! A diferença é que não consigo escrever tão bem quanto você sobre essas coisas, mas sempre pensei nisso desde criança. Vou ver o filme e depois faço um comentário mais decente. Bj.

KZA PERFEITA disse...

agora estamos unidas por mais um meio....vamos divulgar o blog uma da outra....bjks
te amuuuuuuuuuuuu

laerte disse...

"Só estou dizendo que eu me sinto presa ao fato de "viver no automático" (reproduzindo crenças interiores minhas)."

Pior que é verdade.. lembrei até de um video que ilustra bem este tipo de situacao ou "camisa de força", e tem td a ver:

http://www.youtube.com/watch?v=TrRSfIQ8rwE

bjooo :)