domingo, 17 de outubro de 2010

A GRAVIDADE DA INSANIDADE

Hello people, I'm back (Olá pessoas, estou de volta).

Não vou começar uma postagem falando, mais uma vez, que eu desapareci. Acho que todo mundo já conseguiu captar que, quando eu não posto aqui, é porque algo realmente importante ocupou minha vida "não-virtual". Sendo assim, me sinto livre para começar o texto de hoje.

Acabei de assistir ao filme "Ilha do Medo", e devo admitir que fiquei um pouco decepcionada. Não tão decepcionada ao ponto de detestar o filme (caso contrário, eu não estaria aqui escrevendo sobre ele), mas creio que me fizeram uma propaganda enganosa da história e esperei mais do que recebi em troca. Enfim, gostos à parte, consegui captar alguns aspectos legais para discutirmos.

Primeiramente, digo que eu gostei do fato de o filme tratar de assuntos psicológicos e de transtornos mentais. Apesar de ser meio suspeita para falar disso, esse foi o único aspecto que realmente me chamou a atenção. Não irei estragar a história para quem não viu, mas digo que o filme inteiro tu fica pensando "meo deos, o que tá acontecendo, ele tá louco ou eu que tô pirando vendo isso?". Ok, o filme não é tão louco quanto "A Origem", mas juro que chega em um ponto do filme que começamos a pensar que ficaremos loucos com tanta informação pirada.

"O que aconteceu com o paciente 67?"

Uma coisa que eu gosto de fazer é prestar a atenção em frases interessantes nos filmes, e analisá-las de um modo mais profundo. Nesse filme, uma frase dita pelo Leo DiCaprio me chamou muito  atenção. Falando a cerca da loucura, ele disse "O que é pior, viver como um monstro ou morrer como um homem bom?". Depois de ouvir a frase, comecei a pensar na sua indagação.

Não podemos discordar que viver como um monstro é horrível. Estudando isso diariamente, eu consigo visualizar muito bem como é viver 24h na loucura. É uma vida sofrida, uma vida caótica, uma vida sem futuro. Mas pior que se viver na insanidade é saber que se é louco, e perceber que nada que se faça irá melhorar isso. Portanto, viver como um monstro é sim uma grande bosta.

Entretanto, morrer como um homem bom também é uma desvantagem. Eu, assim como Maslow, tenho vontade de mudar o mundo para melhor. Tento fazer minha parte, mesmo que as vezes de forma diminuta ou tendo pequenas recaídas (afinal, sou uma humana errante). E é MUITO frustrante quando se vê que as coisas estão muito loucas e sem sentido, e que a vida é uma viagem insana ao "País das Maravilhas". Portanto, passar a vida sendo bom e almejando a melhora das pessoas, e depois morrer sem alcançar o seu objetivo, é uma grandessísima porcaria. Mas o lado bom disso é que, pelo menos, morre-se com a consciência limpa e com um pouco de dignidade.


Queridos leitores, eu não quero assustar vocês com essa notícia, mas uma coisa todos precisam saber: é muito fácil ficar insano. Qualquer acontecimento, qualquer pequeno detalhe na vida pode ser desencadeador da loucura. É claro que muitos fatores também estão associados, como a genética (pré-disposição) e as vivências pessoais. Mas, enfim, quando se tem tudo isso, uma pequena gota é o suficiente para transbordar o copo. E eu acho que uma das grandes sacadas do filme foi essa de mostrar a fragilidade do ser humano e como nós somos friamente conduzidos ao nosso destino fatal.

Hoje em dia, o ser humano leva uma vida muito corrida e preocupada. Estamos sempre em busca de "algo mais" (e se perguntarmos para as pessoas o que elas buscam, mais de 90% não saberá responder), e isso acaba nos deixando sempre no limite da vida. Estamos sempre estressados, e as exigências de que tudo seja "para ontem" nos levam a uma caótica existência. Desse modo, a loucura vira um fator muito presente no nosso dia-a-dia. Cada vez mais as pessoas estão com medo, e cada vez mais as pessoas buscam ajuda de psicólogos para conseguirem lidar com a vida.

E isso é triste? Na minha opinião, a busca por ajuda e compreensão é um movimento saudável do ser humano - até porque a pessoa não precisa ter uma patologia para procurar terapia. Todavia, cada vez mais aumenta a busca de terapia devido a uma ansiedade ou a um transtorno de humor. E isso, pessoas queridas, é triste sim, pois mostra como o ser humano atual carece de saúde mental. Graças a Deus, existem os psicólogos e psiquiatras para ajudar as pessoas perdidas e com problemas na vida. Não querendo me gabar, mas acho que somos pessoas maravilhosas e extremamente altruístas.

Como diria o sábio Coringa, do filme Batman, "A loucura é como a gravidade: só precisa de um empurrão".

2 comentários:

anderson disse...

Eu assisti e pensei a mesma coisa sobre a questão da facilidade à loucura. Gostei do filme, mas adorei isso:"passar a vida sendo bom e almejando a melhora das pessoas, e depois morrer sem alcançar o seu objetivo, é uma grandessísima porcaria. Mas o lado bom disso é que, pelo menos, morre-se com a consciência limpa e com um pouco de dignidade."

Eu sei que já disse isto, mas você escreve muito, muito bem.
Beijo

Marcia disse...

ainda não li tudo, to numa correria, mas qria prestigiar e vim espiar, mas teus assuntos são p pensar muito....bjks